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O que “The Profit” me ensinou sobre Gestão da Qualidade

Para quem me conhece, eu sou fã de séries e reality shows. Um desses é o “The Profit” ou “O Sócio”, como é traduzido pela TV brasileira. Trata-se de um reality show americano transmitido pela CNBC (no Brasil pelo canal History). Em cada episódio, Marcus Lemonis oferece investimento em capital de pequenas empresas e sua experiência, em troca de uma participação acionária.

Lemonis não é pago pela empresa de produção nem ajudam a financiar seus investimentos no show.

Mas o que “The Profit” me ensinou sobre Gestão da Qualidade?

Primeiro, temos que explicar que quando falamos em Gestão e qualidade muitas vezes pensamos se tratar de coisas diferentes. Permita-me explicar que, no sentido literal de cada palavra, elas são diferentes, mas o significado só faz sentido quando usadas juntas!

A Gestão pode ser entendido como o “ato ou efeito de gerir; administração, gerência” e Qualidade é a “propriedade que determina a essência ou a natureza de uma coisa; grau positivo ou negativo de excelência”.

Porém, quando falamos em Gestão da Qualidade, estamos dizendo que ambos conceitos trabalham em paralelo. É essencial na produção que essa “administração” do processo possa assegurar o “grau de excelência”, que neste caso, dos alimentos.

Essa busca pelo grau de excelência surgiu na Segunda Guerra Mundial, através do “Controle de processos” usados para corrigir os erros de produtos bélicos. Depois passou a ser chamado de “Garantia da Qualidade”, utilizando normas específicas para cada etapa. Mas somente no início do século XX, por Frederick Taylor e Ford foi que surgiu o termo “Controle da Qualidade” da qual conhecemos hoje.

Então como definimos a Gestão da Qualidade?

William Edwards Deming define como: “A perseguição às necessidades dos clientes e homogeneidade dos resultados do processo. A qualidade deve visar às necessidades do usuário, presentes e futuras”.

Eu gosto de definir como:

“Qualquer atividade com finalidade de dirigir e controlar, que possibilita a melhoria do produto com foco em garantir a completa satisfação das necessidades dos consumidores ou ainda a superação de suas expectativas”.

O sistema da ISO 9001 determina as diretrizes para o sistema de gestão de qualidade (SGQ), enumerando como: (1) Foco no cliente; (2) Liderança proativa; (3) Melhoria contínua; (4) Decisão baseadas em fatos; (5) Boa relação com fornecedores; (6) Visão sistêmica e (7) conscientização de todos os colaboradores.

Porém, para dizer que sua empresa possui um sistema não precisa, necessariamente, ter ou implantar alguma certificação (apesar de ser a forma mais difundida).

Agora deixe-me contar o que aprendi no “The Profit”.

Marcus Lemonis tem um processo de avaliação composto de 3 partes, algo que ele diz que desempenhou um papel importante na sua própria empresa e usa de forma mais global e genérica.

 

Inspirado nessa ideia, eu comecei a resumir as diretrizes de um sistema de gestão da qualidade tradicional em 3 partes também:

(1)    Pessoas

(2)    Processo

(3)    Produto

As (1) Pessoas são a formação básica de qualquer empresa, que garantem e constituem a essência da organização. Na gestão da qualidade, garantir o envolvimento de todos é o que possibilitará o cumprimento das metas.

Quando falo sobre pessoas, não estou citando apenas o pessoal produtivo. Estou englobando desde a alta direção até a última pessoa da fábrica. Ser um gerente, coordenador, supervisor ou qualquer outro cargo de gestão é muito mais do que ter apenas um cargo “alto”.

Gestor da qualidade não é deus! Ser gestor é ser líder, é conseguir garantir um ambiente saudável para que todos os envolvidos possam realizar suas funções de forma adequada e que se sintam motivados e encorajados a cumprir com os objetivos a empresa.

E uma dica:

O ditado “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço” é tão ultrapassado e tão falso como “candeeiro que dá choque”!

Eu gosto de repaginar esse ditado para:

“FAZENDO JUNTOS, FAZEMOS TUDO”

A segunda etapa é (2) Processo!

Dentro de um sistema de Gestão da Qualidade, todas as atividades são consideradas processos, na qual o objetivo é apenas um: SATISFAÇÃO TOTAL DO CLIENTE.

Para cada processo, eu considero que existem as seguintes etapas:

a)       Entradas e saídas;

b)      Componentes de interação;

c)       Funcionamento do processo;

d)      Objetivos; e

e)      Realimentação.

As entradas são todos as estratégias, valores, políticas das empresas, normas da qualidade, diretrizes, enfim, são informações e decisões, estudos mercadológicos e análises sobre o consumidor e da própria matéria-prima.

As saídas são os produtos que irão atender e satisfazer às exigências dos consumidores, certificações, laudos de análises, rotulagem e verificações de produtos diversos. Tanto as entradas e saídas devem ser registradas e armazenadas.

Já os componentes de interação são os que se relacionam com a produção. São as áreas de inspeção, laboratórios, depósito de material de limpeza e toda e qualquer área cuja atividade possa afetar a qualidade do produto.

O Funcionamento é a execução de todo o processo envolvido com os componentes, que devem ser avaliados dentro de um gerenciamento de risco para garantir a não contaminação cruzada, intencional ou não intencional do produto. Devem estar descritos nos manuais de BPF, POP, APPCC ou qualquer outro que sua empresa mantenha.

Os objetivos são os PRODUTOS e a satisfação do consumidor, com o atendimento a sua qualidade. É quando o alinhamento das metas e objetivos são concluídos, proporcionando a empresa o resultado esperado.

E finalmente a realimentação é o acompanhamento permanente dos resultados obtidos, sendo considerados aqui o processo de melhoria contínua.

E, para completar um sistema de Gestão da Qualidade, temos o (3) Produto.

O Produto é o resultado das (1) Pessoas e (2) Processos de um sistema de gestão. É o que de fato entregamos ao nosso consumidor. É o objeto da sua empresa. É onde o consumidor conhece sua empresa. É onde o consumidor atingirá as expectativas (ou não) das suas necessidades.

Esse produto é fruto de uma gestão bem implantada e desenvolvida. Pois, como costumo falar, não existe menor qualidade ou maior qualidade. Ou seu produto tem, ou seu produto não tem Qualidade.

A implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade irá permitir à sua empresa produzir com qualidade, menores custos e ter uma visão inovadora tecnológica. Os processos de implantação podem se dar a partir da busca de uma certificação ou não.

O importante é saber que, independente da sua forma de implementação, um sistema de gestão da qualidade agrega valor cultural organizacional, desenvolvendo competências em relação ao planejamento, capacidade de trabalho de equipe e melhoria na confiabilidade dos sistemas produtivos.

E você, já conseguiu implantar ou faz parte de algum sistema de Gestão da Qualidade?

Já viu algum reality show que te ajudou em algo profissionalmente?

Deixa seu comentário e compartilha comigo!


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Dafné DidierO que “The Profit” me ensinou sobre Gestão da Qualidade
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3 comentátios

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  • Marciana de Sousa de Oliveira - 16 de março de 2017 Responder

    Amei o conteúdo, muito produtivo n área da gestão da qualidade.

    Dafné Didier - 18 de março de 2017 Responder

    Muito obrigado! 😉

  • Marciana de Sousa de Oliveira - 16 de março de 2017 Responder

    Adorei o conteúdo, muito produtivo na área de gestão da qualidade.

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