RESOLUÇÃO – RDC Nº 729, DE 1º DE JULHO DE 2022 – ANVISA

Dispõe sobre a melhora da técnica legislativa e revogação de normas inferiores a Decreto editadas pela ANVISA, componentes da quinta etapa de consolidação da pertinência temática de alimentos em observância ao que prevê a Portaria nº 488/GADIP-DP/ANVISA, de 23 de setembro de 2021 e o Decreto nº 10.139, de 28 de novembro de 2019.

O Diretor-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 172, IV, aliado ao art. 187, VI do Regimento Interno aprovado pela Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 585, de 10 de dezembro de 2021, resolve, ad referendum, adotar a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada e determinar a sua publicação.

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre a melhora da técnica legislativa e revogação de normas inferiores a Decreto editadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, componentes da quinta etapa de consolidação da pertinência temática de alimentos em observância ao que prevê a Portaria nº 488/GADIP-DP/ANVISA, de 23 de setembro de 2021 e o Decreto nº 10.139, de 28 de novembro de 2019.

Parágrafo único. A revogação tratada no caput desse artigo se aplica às normas:

I – já revogadas tacitamente;

II – cujos efeitos tenham se exaurido no tempo; e

III – vigentes, cuja necessidade ou cujo significado não pôde ser identificado.

CAPÍTULO II

ALTERAÇÕES PONTUAIS

Art. 2º A Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020, publicada no DOU nº 195, de 9 de outubro de 2020, Seção 1, pág. 106, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 2º …………………………………..

Parágrafo único. Esta Resolução não se aplica às águas envasadas, conforme Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 717, de 1º de julho de 2022.

………………….

Art. 4º …………………………………..

§1º…………………………………..

I – sido objeto de enriquecimento ou restauração, conforme Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 714, de 1º de julho de 2022

…………………………………..

Art. 5º …………………………………..

…………………………………..

§6º No caso do sal iodado, a declaração da quantidade de iodo deve ser realizada por meio da declaração prevista no art. 5º da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 604, de 10 de fevereiro de 2022.

§7º No caso das farinhas de trigo e de milho enriquecidas com ferro e ácido fólico, a declaração das quantidades de ferro e de ácido fólico deve ser realizada por meio da declaração prevista no art. 12 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 604, de 2022.

…………………………………..

Art. 24. …………………………………..

…………………………………..

§3º …………………………………..

I – na Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 715, de 1º de julho de 2022, para as alegações nutricionais relativas ao conteúdo de lactose nos alimentos para dietas com restrição de lactose;

…………………………………..

Art. 49 …………………………………..

…………………………………..

XVII – Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 269, de 22 de setembro de 2005.” (ND)

Art. 3º A Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 421, de 1º de setembro de 2020, publicada no DOU nº 170, de 3 de setembro de 2020, Seção 1, pág. 74, passa a vigorar com a seguinte alteração:

“Art. 5º …………………………………..

…………………………………..

II – Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 727, de 1º de julho de 2022, que dispõe sobre a rotulagem dos alimentos embalados;

…………………………………..

Parágrafo único. As normas de que trata o caput desse artigo definirão requisitos relativos a:

…………………………………..” (NR)

Art. 4º A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 18, de 19 de novembro de 1999, passa a vigorar acrescida dos seguintes dispositivos:

“Art. 5º-A O palmito em conserva deve ser submetido a processos de acidificação e tratamento térmico suficientes para destruir as células vegetativas de microrganismos de relevância para a saúde pública e de outros microrganismos capazes de se reproduzir nas condições de armazenamento, distribuição e comercialização dos produtos.

§1º As empresas processadoras de palmito em conserva devem validar o processo de produção para cada tipo de embalagem utilizada, a fim de atender ao disposto no caput desse artigo.

§2º A validação de que trata o §1º desse artigo deve conter, no mínimo, os registros dos parâmetros de processamento e das análises físico-químicas e microbiológicas utilizadas.

§3º A documentação referente à validação da eficácia do processo de produção deve estar sempre disponível para consulta pela autoridade sanitária.” (ND)

“Art. 11-A. Os fabricantes de palmito em conserva devem efetuar as seguintes análises após o período de quarentena do lote com base em amostragem definida:

I – análises críticas do ponto de vista de segurança do alimento:

a) avaliação da integridade hermética de recipientes, por meio de métodos respaldados na literatura específica;

b) avaliação da resistência da termossoldagem à tração, no caso de embalagens flexíveis, por meio de métodos respaldados na literatura específica;

c) medição do vácuo dos recipientes de vidro e metálicos, por meio de métodos respaldados na literatura específica; e

d) pH medido através de potenciômetro no homogeneizado de todo o conteúdo do recipiente.

II – análises de controle de qualidade do produto final, conforme metodologia consagrada:

a) avaliação sensorial do aspecto, cor, sabor, odor e textura;

b) espaço-livre;

c) peso bruto;

d) peso líquido; e

e) peso drenado.

Parágrafo único Para fins de atendimento ao disposto no caput desse artigo:

I – considera-se quarentena o período mínimo de 14 (quatorze) dias, contados a partir do dia seguinte à pasteurização do produto, destinado à verificação de problemas e anormalidades, por meio de testes de qualidade;

II – a amostragem deve ser realizada de acordo com o documento Standard for Certain Canned Vegetables – CODEX STAN 297-2009 e suas atualizações; e

III – para a análise de pH, não se aplica o limite de aceitação.” (ND)

Art. 5º A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 43, de 19 de setembro de 2011, passa a vigorar acrescida do seguinte dispositivo:

“Art. 22-A. As fórmulas infantis para lactentes podem ser adicionadas de:

I – fosfato de diamido e fosfato de diamido acetilado, com limite máximo de 0,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis à base de soja; e

II – fosfato de diamido fosfatado e hidroxipropilamido, com limite máximo de 2,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis à base de proteínas hidrolisadas.” (ND)

Art. 6º A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 44, de 19 de setembro de 2011, passa a vigorar acrescida do seguinte dispositivo:

“Art. 22-A. As fórmulas infantis de seguimento podem ser adicionadas de:

I – fosfato de diamido e fosfato de diamido acetilado, com limite máximo de 0,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis de seguimento à base de soja; e

II – fosfato de diamido fosfatado, hidroxipropilamido, diamido fosfatado e adipato de diamido acetilado, com limite máximo de 2,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis de seguimento à base de proteínas hidrolisadas.” (ND)

Art. 7º A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 45, de 19 de setembro de 2011, passa a vigorar acrescida do seguinte dispositivo:

“Art. 22-A. As fórmulas infantis destinadas a necessidades dietoterápicas podem ser adicionadas de:

I – fosfato de diamido e fosfato de diamido acetilado, com limite máximo de 0,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis de seguimento à base de soja; e

II – fosfato de diamido fosfatado e hidroxipropilamido, com limite máximo de 2,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis à base de proteínas hidrolisadas ou aminoácidos;

III – diamido fosfatado e adipato de diamido acetilado, com limite máximo de 2,5 gramas por 100 mililitros, sozinhos ou em combinação, no caso de fórmulas infantis de seguimento à base de proteínas hidrolisadas ou aminoácidos;” (ND)

Art. 8º Revogam-se as seguintes disposições:

I – os arts. 35, 36, 37, 40, 44 e 46 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020, publicada no DOU nº 195, de 9 de outubro de 2020, Seção 1, pág. 106;

II – os arts. 24, 25 e 30 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020, publicada no DOU nº 245, de 23 de dezembro de 2020, Seção 1, pág. 128;

III – o art. 17 e o parágrafo único do art. 21 da Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 481, de 15 de março de 2021, publicada no DOU nº 51, de 17 de março de 2021, Seção 1, pág. 249; e

IV – a Resolução de Diretoria Colegiada – RDC nº 391, de 26 de maio de 2020, publicada no DOU nº 101, de 28 de maio de 2020.

Art. 9º Esta Resolução entra em vigor no dia 9 de outubro de 2022.

ANTONIO BARRA TORRES

Diretor-Presidente

*Este texto não substitui a Publicação Oficial


Publicado em: 06/07/2022 Edição: 126 Seção: 1 Página: 222
Órgão: Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária
Dafné DidierRESOLUÇÃO – RDC Nº 729, DE 1º DE JULHO DE 2022 – ANVISA
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